Retrato autorizado de Alma Welt

Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001

domingo, 29 de junho de 2008

Reflexão sobre o espelho (de Alma Welt)


Hasta la Muerte! - gravura de Goya da série Caprichos


A invenção do espelho de vidro, uma das mais antigas da humanidade civilizada, só vingou desde o seu protótipo em tempos imemoriais graças à capacidade prodigiosa desse artefato, imagino que logo detectada por seus criadores, de somente devolver a imagem filtrada pela vaidosa subjetividade de quem nele se mira. Assim, podemos dizer que a expressão "espelho mágico" é uma redundância. Nele somente veremos o que a nossa mente deseja ver. Os pintores oscilaram entre a lisonja e a crueldade até que a fotografia, como imagem compartilhada, veio para desmascarar o espelho e a pintura e reinar para a alegria dos fotogênicos. (Alma Welt)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

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"Poucos tipos humanos eu tacharia de completos idiotas, mas entre esses certamente eu destacaria os padres evangelizadores que destruíram as culturas indígenas". (Alma Welt)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sobre a imortalidade (de Alma Welt)

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O Criador supremo deu-nos a vida e a morte, mas também o poder de imortalizar-nos. Qualquer ser pode deixar seu pensamento, sua alma, para sempre gravada na letra. Flagrei-me um dia, numa praia a seguir o rastro de um siri na areia, e portanto a pensar nele. É verdade, o rastro logo foi lavado pelas ondas... Mas uma pobre alma pode deixar seu precário pensamento escrito numa folha perdida e ainda assim despertar considerações sobre si e sua imagem nesta vida. Encontrei no lixo uma folha de papel com o esboço de carta de uma empregada doméstica à sua família e o universo de uma mulher simples e seus sonhos se reconstituiram imediatamente, embora fragmentariamente, inteiros em essência em minha mente e aí permanecerão para sempre em algum nicho da memória. Aliás, só permanecemos na mente ou na alma dos outros, essa é a imortalidade que nos coube...
Alma Welt)

A ironia do poder (Alma Welt)

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"A grande ironia da política partidária é que a classe operária quando atinge o poder se vinga na classe média, mas passa a bajular os ricos, no mínimo por imitar-lhes os vícios: a corrupção, a acumulação, o desprezo..."
Alma Welt

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Santa Ignorância!

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Consta que a origem dessa exclamação remonta a um episódio da morte na fogueira de um famoso dissidente do catolicismo no século XVI, o suiço Jan Huss, que condenado pela Inquisição e já amarrado no poste do suplício, viu aproximar-se uma velhinha curvada, com enorme esforço carregando nas costas um grande feixe de lenha para vir juntá-lo à pilha sobre a qual ele estava. Huss teria então exclamado filosoficamente: "Sancta Simplicitas!", o que, em latim, quer dizer "Santa Ignorância!"
A frase, de extraordinário alcance como reflexão, nos faz ponderar sobre o conceito de ignorância popular, cujo teor de ingenuidade contém um elemento mortífero e à vezes sanguinário em seu cerne. Quantas vezes a ignorância popular se torna juiz e carrasco ao mesmo tempo, baseada sem dúvida na chamada "melhor das intenções". O juiz Lynch, nos estados Unidos do século XIX, aproveitou-se dessa precipitação julgadora, na verdade vingativa, para tentar legitimar a ação coletiva que viria a levar seu nome para sempre: "linchamento". Assim também o "bem intencionado" médico francês do século XVIII, doutor Guilhotin, imortalizou seu nome no instrumento de suplício, que segundo ele iria poupar sofrimentos aos condenados, pela sua intantaneidade.
Diz um outro batidíssimo dito popular que "de boas intenções o inferno anda cheio"(que minha mãe usava bastante a meu respeito...) e realmente podemos ver como a ignorância exerce seu poder mortífero em todas circunstâncias, na paz e na guerra. A ignorância deve ser combatida pois, mas com benevolência e magnanimidade para não imitar a sua violência latente. O sábio compassivo exclama sem ódio: Santa Simplicidade! Santa Ignorância! Santa Ingenuidade! (Alma Welt)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

As pessoas que vivem só para si mesmas

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As pessoas que vivem só para si mesmas são como sementes estéreis: plantadas entre as outras acabam revelando seu vazio. É portanto um equívoco considerar os artistas pessoas egoístas, sementes que somos geradoras de exuberantes frutos para o deleite do outro.
(Alma Welt)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Sobre o fracasso das políticas sociais e econômicas

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A meu ver, o fracasso (em todas as épocas) das políticas sociais e econômicas em eliminar as desigualdades e injustiças, crimes e misérias do mundo, reside simplesmente no fato de que a humanidade não constitui um corpo homogêneo em seu grau de evolução, e os espíritos estão mais atrasados ou mais adiantados individualmente, produzindo inúmeros segmentos de níveis diversos de evolução espiritual. A sociedade é como uma imensa e complexa teia de fluxos paralelos, muito desiguais, mas simultâneos. Não é possível um tecido homogêneo, portanto nem sequer um entendimento comum das regras e das leis. Tratar-se-ia então de um verdadeiro Caos? Suspeito que sim. Diante do mundo ou da sociedade cada um dá o que tem, conforme o seu grau de evolução. Se me perguntam: “Então não há esperança de uma evolução da sociedade como um todo? Pelo quê então batalhamos, nós, os bem-intencionados?” Eu diria:
Aos benévolos só resta a benevolência. É o que cumpre fazer, não importa se o resultado do seu trabalho, ou do seu simples gesto, seja como uma gota no oceano. Repito: cada um dá o que tem.

(ALMA WELT)
04/08/2006

Sobre a abolição do dinheiro no futuro (por Alma Welt)

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Depois da revolução industrial, e mais recentemente, da “revolução digital” ou das comunicações, pode-se prever uma decorrência desta última, como uma perspectiva otimista:
Sendo o dinheiro também (como melhor de suas hipóteses) uma forma de comunicação, podemos imaginar uma revolução que o abolirá por obsolescência. Isto deverá acontecer dentro de um máximo de 100 anos. Começará então uma nova Era de Ouro da humanidade. ( Alma Welt )
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Depois da minha previsão sobre a futura abolição do dinheiro, recebi alguns e-mails questionando-me no que me baseio para fazer tal “profecia”, e como ela se daria no caso de eu estar certa. Estou consciente de que elas, sendo de muito longo prazo, são também inconferíveis. Bem, mesmo assim, meu sistema de previsões se baseia, como é de praxe, na futurologia científica, isto é, em projeções a partir de conquistas tecnológicas já existentes. No caso, por exemplo, o chamado “dinheiro de plástico”. Os cartões de crédito atuais ainda se baseiam na necessidade de fundos, isto é, um lastro monetário que os validem (lembrem-se que o chamado "lastro ouro" das moedas já foi abolido faz tempo, e o dollar há muito é emitido, melhor dizendo "fabricado", independente das defazadas reservas de ouro de Fort Knox). No futuro, todas as pessoas já nascerão com um crédito tácito, inato, já que o ônus social do desemprego e da miséria será insuportável e incompatível com o avanço social da sociedade . As pessoas, cadastradas ao nascer, terão direito a um cartão eletrônico que lhes garantirá retiradas de quotas mínimas de bens e serviços: cestas básicas de alimentação, educação, saúde, lazer, esportes, etc, independente de emprego, que será opcional e altamente qualificado. A educação gratuita, mas obrigatória, garantida por esse meio, será atrativa o suficiente para evitar a ociosidade vazia, de caráter pernicioso. Os governos da Nova Sociedade Evoluída se encarregará da subsistência de todos os cidadãos, e o que me faz acreditar nisso é justamente a projeção no futuro do atual e rudimentar sistema de “bolsa família” que já se faz necessário, imprescindível e disputado como invenção e iniciativa por diferentes partidos, independentemente de suas implicações eleitoreiras.

07/08/2006

Relexão sobre a arte da política (de Alma Welt)

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A política é, em última instância, a arte de atingir o poder e de exercê-lo. Esse poder, em princípio, deveria ser o de melhor servir ao interesse coletivo, ao bem comum; mas, atingido, ele logo mostra a sua verdadeira face: ele se corrompe na mão do homem, como sutil ironia de Deus, o grande "mestre-gato"* que não ensina o seu pulo. (Alma Welt)

07/11/2006

Nota da editora:

Alma evoca aqui, sutilmente, a conhecida fábula de LaFontaine, "O pulo do gato".

A Física do dinheiro (de Alma Welt)

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A invenção do dinheiro criou necessidades no homem que não estavam na origem e essência de sua relação com o mundo, isto é com a natureza. Essa é, a meu ver, a razão fundamental da impotência do dinheiro em eliminar a miséria no mundo. Diz uma lei de física (de Lavoisier) que na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, toda a matéria do Universo é uma mesma e constante, apenas se desloca. O dinheiro sendo matéria não poderia fugir a essa lei. Toda vez que ele é acumulado, cria uma zona vazia, de carência nalgum lugar, como um vácuo em torno do epicentro do acúmulo. (Alma Welt )

A natureza subjetiva do mundo

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O mundo é um processo subjetivo. A objetividade é apenas um código comum. A natureza subjetiva do mundo é corroborada teoricamente pela física quântica de Niels Bohr, diante da qual Einstein perguntou ironicamente : "A lua está sempre no céu?" Não! responderíamos, só lá está para os que a observam nas noites. Em princípio todas as pessoas nasceriam aptas a formar o seu próprio universo, sem o qual a vida acaba se tornando insuportável. A tragédia é haver tantas pessoas que instalam sua alma no vazio entre os átomos de um universo de que sequer suspeitam. Trata-se do homem medíocre, o homem vazio, aquele que adota um modelo do mundo simplificado pela moda, ou mesmo pelos costumes, sem jamais questioná-los. (Alma Welt)

10/05/2007

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sobre o erotismo (de Alma Welt)

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O verdadeiro erotismo não se confunde com a pornografia senão para os menos avisados. Quando isso acontece, geralmente é porque o erotismo, por ser essencialmente livre, às vezes brinca nas águas da pornografia, não para sujar-se mas para adquirir o sabor picante do proibido. Entretanto, paradoxalmente, devemos nos lembrar que a pornografia não é filha da transgressão, mas da submissão, isto é: do sentimento de culpa e de “pecado” em relação ao sexo, e deriva, portanto, do que de pior existe na cultura judaico-cristã : a consciência infeliz.

terça-feira, 25 de março de 2008

A inveja do Mensalão

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(Artigo de Alma Welt)

Há semanas, um grande número de brasileiros está vivendo numa espécie de pesadelo insone. Me refiro às pessoas que se sentem particularmente afetadas pelo fenômeno do Mensalão e suas malas abarrotadas de dinheiro. A chave para detecção deste conjunto de sintomas, que poderíamos denominar de Síndrome do Mensalão, para inaugurar uma nova espécie de doença no catálogo psicossomático, nos foi fornecida pelo próprio deputado Roberto Jefferson, uma das estrelas deste show kitsche que a imprensa está impingindo a todos diariamente pelos tirânicos e avassaladores meios de comunicação. Trata-se da frase daquele deputado, dirigida ao seu interlocutor, o deputado José Dirceu num momento de confronto, ou de duelo de titãs na CPI: “O senhor desperta em mim os piores instintos.” Eis aí, a meu ver, a chave de tudo, e do sofrimento psicológico desse grande número vago de brasileiros, a que me referi, diante de outros números maiores e mais estarrecedores: os de milhões em notas visualizáveis ou imagináveis, abarrotando malas itinerantes para rumos determinados, nas mãos de tão poucos.
Uma espécie de chave complementar me foi fornecida ontem pela entrevista ao Jô Soares, do psicanalista Contardo Caligaris, que no seu “gabinete”, teria, por sua vez detectado, ou simplesmente constatado, uma certa ocorrência de uma vaga depressão em clientes, ocasionada pelas notícias insidiosas da CPI. O cruzamento desses dois dados sugestivos me deu a certeza de que estamos diante de uma nascente e perigosa “epidemia de inveja”. Sim, porque, desde que, por princípio os bons sentimentos não causam dor, o sofrimento produzido pelas notícias do Mensalão, só pode derivar de um sentimento nada nobre, que permanece latente como um vírus, dentro de cada ser humano: a INVEJA. Num momento como esse, de baixa da auto-estima política no corpo social do país, equivalente à baixa de resistência num corpo orgânico, o vírus prolifera, ganha força, se instala, produzindo aquela depressão sintomática, até então inominada. Sugiro que a denominemos “Síndrome da Inveja do Mensalão”, pois o brasileiro médio, acredito, diante das imensas dificuldades do dia a dia, da limitadíssima capacidade de “fazer dinheiro”, sem perspectivas de crescimento econômico em sua vida amesquinhada por tantas circunstâncias adversas, não poderia ficar imune a essa espécie de visão corruptora que lhe entra diariamente pelo ouvido: a miragem dos milhões inimaginavelmente fáceis, de notas saindo tentadoras e obscenas pelas frestas de malas, maletas e cuecas, estas últimas sugerindo nitidamente a conotação psico-sexual da síndrome. O que temos, é então, resumindo, simples inveja daqueles que de uma maneira um tanto “mágica”, fazem brotar dinheiro de fontes obscuras, como aquelas da cartola de um prestidigitador de circo, que nos deslumbrava na infância, mas com um pequeno laivo de temor subjacente, diante da subversão das leis da lógica pelo surgimento de inocentes coelhos e pombos.
Só há uma vacina para debelar o que pode se tornar uma epidemia de inveja: a compunção geral diante dos nossos próprios defeitos de caráter, espelhados agora, publicamente, nessa fatia de amostra da triste condição humana: nossos políticos do Congresso, particularmente aqueles atacados da síndrome original, a da Cobiça, da qual contraímos a complementar, produzida talvez pelo mesmo vírus, numa ligeira mutação.
Irmãos, diante da peste oremos, pedindo saúde, isto é, virtudes cívicas, em particular as do desprendimento e da compaixão pelas fraquezas humanas. Depois, se der, punamos, mas sem ódio, que produz recaídas.


31/08/2005

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A Metafísica da Angústia (de Alma Welt)

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A angústia existencial do homem, por mais dolorosa que seja, é na verdade um vestígio atenuado, como um ruído ou radiação de fundo, da incomensurável angústia de Deus que produziu um tal “aperto”que se traduziu por um primeiro buraco negro que atraindo e condensando toda a matéria do universo , chegou a tal densidade que explodiu formando o universo em que estamos. Nossa angústia é, pois, também imagem e semelhança da própria angústia de Deus. Mesmo assim, como longínquo e indistinto eco, ela continua vitimando os poetas e os sensíveis.



12/09/2006

domingo, 6 de janeiro de 2008

Sobre a crise do mercado de arte (de Alma Welt)

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Nas últimas duas décadas, tanto marchands quanto artistas queixam-se de uma grande crise no mercado de arte no Brasil. Meditando sobre o assunto, eu percebi que o motivo dessa decadência do mercado de artes plásticas se deve ao fato de que a pintura é a última das artes a resistir à industrialização. A peça única é por natureza o oposto do objeto industrial, e por isso sofre uma suspeita por parte dos novos-ricos, amantes das griffes e do objeto industrializado, que esse sim, com a ajuda das campanhas de marketing se constitui no objeto-fetiche da nossa época, aquilo que se convencionou chamar de “objeto de desejo”. A obra de arte por sua natureza artesanal, é considerado, pelo menos do ponto de vista emocional e inconsciente, como um símbolo do improvisado e até do subdesenvolvido. Os artistas que ainda vendem seu trabalho são justamente aqueles que o estereotipam a ponto de “parecerem” produtos industriais , com um mínimo de interferência da mão. Por isso também houve um desaparecimento do mercado de gravura de arte, como a gravura em metal, a litografia e a xilogravura, sendo estas substituídas em nível global (depois de uma passagem de transição pelo “poster” (off-set) pelo giglê, isto é, a “gravura” de computador.

O curioso é que justamente o elemento de atração e admiração da obra de arte: a sua singularidade e unicidade(o objeto que só um poderia deter ) é que o faz agora ser rejeitado, permanecendo num limbo das artes, ao contrário da música que foi tão bem englobada pela indústria, que graças a isso podemos assistir a qualquer grande show em casa e até grandes óperas, em soberbas montagens, em DVD. O cinema, por sua vez, já nasceu como arte industrial.


Por outro lado, a pintura de cavalete só não desapareceu graças à sua reprodutibilidade, como dizia Walter Benjamin. Picasso foi também dos primeiros a apostar nisso quando no começo do século XX deixou suas obras serem fotografadas pelo jovem Skyra, jovem editor que começou pedindo esse favor ao grande mestre, e se tornou grande editor de livros de arte.


Assim, como conclusão, eu diria que há uma espécie de contradição: o mesmo motivo que levou a obra de arte a uma espécie de industrialização pela reprodução, matou o seu poder de sedução, o seu carisma. “Ora”( dizem os novos-ricos, no seu inconsciente), “ela pode ser reproduzida, e nem sequer é industria de verdade... pra que serve?”


O mistério e espiritualidade da verdadeira obra de arte só é detectada ainda hoje pelos últimos sensíveis, que, por definição, são pobres, sem poder aquisitivo. Eles e os artistas estão condenados a morrer de fome. Prevejo (e nisso sou uma pessimista de curto prazo) um triunfo da mediocridade e da banalidade.

No longo prazo, entretanto, a arte sempre encontrará meios e modos de manifestar-se, pois que constitui a própria expressão da alma do mundo.

03/09/2006

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O Sentido Trágico da Vida (de Alma Welt)

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Há um sentido trágico no simples viver. Consiste no fato de que nascemos e vamos morrer. Entre estes dois pólos fundamentais e misteriosos, tudo o mais seria fútil se não fosse heróico: nosso esforço por nos construirmos e persistirmos diante do inevitável desenlace final. Sim, pois todos os projetos estão fadados ao fracasso uma vez que transitórios. O projeto artístico continua sendo o mais heróico de todos, mas também o mais efetivo. Ele não é pessoal: é de toda a humanidade rebelada diante do perturbador destino comum. É o mais hábil e astucioso plano do homem para ludibriar a morte, pois consiste em plasmar o espírito num objeto qualquer mais durável que a corruptível carne: a madeira , o papel, a tela, a tinta, o mármore, o bronze, o ferro, a letra. Diante da arte do homem, Deus sorri, irônico e enternecido.

Alma Welt

12/11/2006