Por conta do Destino, a vida é um enigma nunca desvendado. O mundo é o tabuleiro de um jogo complexo a que nos falta o sentido porque ninguém ganha. Há quem diga que é um jogo de cartas marcadas, já que a última carta é invariavelmente a Morte. Gosto muito das canções que falam disso, embora sempre sinistras. A que mais gosto é a "ária das cartas" de ópera Carmem, de Bizet. Ah! Também a "Canção do Salgueiro" evocada por Desdêmona na ópera Otelo, de Verdi. O Destino e a Morte só devem ser evocados romanticamente, ou se tornam puro Terror.
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