Este espaço é reservado aos pensamentos enunciados pela grande poetisa gaúcha Alma Welt (1972-2007) de maneira direta, em prosa, conquanto seu pensamento profundo e de cunho filosófico permeie toda a sua obra artística.
Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001
domingo, 6 de janeiro de 2013
“A pintura como arte é sempre realista. Por quê digo isto? Porque o pintor busca sempre tornar real, isto é, visível para si mesmo algo que o obseda naquele momento ou desde sempre. Quê imensa alegria uma pincelada sugestiva que o faça enxergar o que estava impregnado em seu espírito! Imaginei um pintor “abstracionista” que fosse apaixonado por chapas retorcidas de ferro velho enferrujadas. Quando... suas pinceladas ferruginosas o faziam vê-las, ele vibrava. Logo descobriu uma fórmula técnica para isso e se tornou um pintor conhecido. Percebia-se que era um pintor muito bom e autêntico, obsessivo como os melhores costumam ser. Aquelas pinceladas atingiram a verossimilhança que buscava, e então transcenderam: falavam de tudo, de toda a natureza, até mesmo do humano. Para os iniciados, era melhor: eram pura pintura, e isso bastava...” (Alma Welt)
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