Retrato autorizado de Alma Welt

Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001

domingo, 5 de dezembro de 2010

"Vivi a minha vida carregando todos os momentos importantes da História Universal presentes comigo em meu espírito. Isso por necessidade de clareza, que por definição é o contrário do pesado e do escuro. Me admira que as pessoas em geral não vivam assim, e estejam no Mundo como se chegadas agora mesmo e loucas pra passear..." (Alma Welt)

Eu me pergunto por quê a roda não foi unanimidade entre os povos antigos do planeta (a julgar por maias, astecas e incas) mas o ouro sim. Desconfio que a resposta é o senso de beleza e a cobiça humanas, em detrimento da própria "lei do menor esforço"... (Alma Welt)

"Posso compreender o temor das famílias burguesas quando um filho seu quer ser poeta. Os poetas vivem muito perto do coração ardente da vida, e freqüentemente queimam as asas..." ( Alma Welt)


"As pessoas muito integradas e bem adaptadas socialmente, que vivem dentro dos padrões dos costumes e das tradições, são bem sucedidas nesse âmbito, auferem honrarias mas raramente criam algo duradouro. A criação, por definição, é do ambito da transgressão. Os rebeldes e os inadaptados é que movem o mundo a longo prazo." (Alma Welt)

‎"As pessoas que são muito infelizes, o são por não darem o devido valor ao Amor, à Arte, à Beleza, à Poesia e ao Humor, que são o consolo, o amparo e o prazer dos verdadeiros sensíveis e inteligentes. Em outras palavras: os infelizes são os que se tornaram refratários às maiores virtudes da humanidade. Duplamente infelizes!... (Alma Welt)


"A infelicidade, como a felicidade, parece ser um destino... Por isso uma e outra são tão misteriosas..." (Alma Welt)


‎"Deus expulsou-nos do Éden simplesmente mostrando-nos uma outra face da Natureza, essa hostil, dura. Entretanto na sua cólera esqueceu de despojar-nos do amor, sua verdadeira natureza e... portanto a nossa também. Por isso é o amor sempre um tanto ingênuo e certamente puro... Nós o trouxemos conosco como única herança do nosso antigo habitat. (Alma Welt)


‎"O mundo criado pelo homem se tornou tão complexo, que necessitamos de inúmeras chaves simplesmente para estar nele. Mas a simpatia continua sendo a chave mestra..." (Alma Welt)


‎"A simpatia consiste em se gostar autenticamente do ser humano em geral. É um dom, ou melhor, uma propensão natural. Entretanto alguns psicopatas conseguem imitá-la com perfeição, e nisso consiste o perigo. A simpatia dos mal intencionados produz grandes tragédias. Loucos e assassinos podem tê-la.


‎"Uma pessoa que não fizer nada em sua vida inteira mas que amar profundamente outra, ou uma coisa, um ser ou um animal, está justificada perante os astros. Ela vale tanto quanto o maior dos criadores, artistas ou poetas. O amor profundo torna uma pessoa grandiosa, por mais humilde ou desprovida que ela seja.


O amor pela humanidade, manifesto pelos grandes benevolentes da História, apesar de tudo, de todos os nossos erros coletivos, é o que redime a própria humanidade. Homens como Buda, Cristo, Gandi, Martim Luther King e Mandela, elevam a condição humana a um patamar ideal que nos segura da derrocada.




‎"Quando se aproxima o Natal, e todos aqui no casarão participam dos preparos do aconchegante cenário, da árvore, do presépio e da ceia; eu que já não creio, pelo menos há momentos em que acredito na criança que fui... e que acreditava. E por alguns momentos inefáveis me reconcilio com minha mãe, e me lembro de algum raro abraço, e o eternizo. E já não a chamo mais... "Açoriana"... (entrevista com Alma Welt)


“O Mundo é um fenômeno da ordem do espírito e não somente das realidades físicas. Eis a razão do homem ser canhestro no seu “estar no mundo”, ou equivocado quanto ao seu uso, tentando adaptá-lo a si pela criação de infindáveis leis jurídicas, portanto artificiais...” (Alma Welt)



‎"Existe um grande auto-engano e não um simples paradoxo nos tolos que costumam dizer: "Meu mal é que sou muito bom... Tenho o coração mole, eu perdoo tudo". Reparem, são sempre esses que morrem de câncer causado por ressentimentos acumulados. Os verdadeiramente bons, até os confundimos com os ingênuos, pois têm memória curta para as ofensas, que mal percebem." (Alma Welt)

"Observei que muitos poetas morrem loucos ou se suicidam, e os astrônomos e os astrofísicos não, apesar de lidarem com fenômenos, distâncias e grandezas "alucinantes". Mas dei-me conta de que comparava "coisas" diferentes. A Poesia mistura o pensamento com a sensibilidade. É do âmbito da anima. E a anima é traiçoeira como uma "femme-fatale". Ela nos destrói se nos tornamos muito íntimos..." (Alma Welt)

‎"Meu pai, como bom romântico admirava as mulheres, as divinisava. E não parecia fazer prevalecer sua superioridade intelectual sobre a minha mãe. A não ser quando me tirou, bebê, dos braços dela na charrete, dizendo: " Essa é minha!", para não me deixar batizar. Então criou-me como se pudesse construir com suas mãos ...a mulher ideal, como Pigmaleão. Não sei... mas poeta me tornei... " (entrevista com Alma Welt)

‎"Victor Hugo se refere num prefácio à "misteriosa dificuldade da vida", "o Ananque das coisas", simbolizado pela charrua e o navio (a luta contra o elemento na terra e no mar). Antes ele cita o "Ananque das Leis" simbolizado pela cidade, e o da religião, pelo templo. Ao quarto ananque sugerido por Hugo, o do coração humano, eu acrescentaria o da alma, o mais rebelde, que quer as suas asas de volta." (Alma Welt)

“Para o filósofo verdadeiro, nada é perda de tempo. Nem mesmo passar uma manhã ouvindo os zurros de um burro, sobre o que tecerá profundas considerações sobre o tempo perdido e a futilidade humana.” (Alma Welt)


“Os homens vivem procurando a felicidade, e não são felizes. Talvez porque pensem que a Felicidade deva ser permanente, como aquela fórmula dos contos de fadas: “... e foram felizes para sempre.” Quanto a mim, fui feliz várias vezes, por segundos, e às vezes até por um minuto inteiro. Talvez atinja aqueles 15 minutos a que Goethe se referiu, até o final da minha vida...” (entrevista com Alma Welt)





‎"Como o coração, o Destino tem razões aparentemente irracionais. Entretanto uma observação acurada dos destinos que já se cumpriram, revelam uma lógica interna implacável. Não há injustiça no mundo. Ninguém é punido por suas virtudes. E às nossas falhas às vezes é concedida uma segunda chance. É dificil não desperdiçarmos a primeira, mas um homem inteligente é aquele apreende com os erros dos outros..." (Alma Welt)

"Guria já crescidinha, ainda era difícil para mim compreender o que minha mãe queria dizer com "aceitar" as minhas "limitações", já que no poema eu podia tudo, inclusive voar sobre esta coxilha sem fim e penetrar no coração vermelho do Poente, no seio paternal do Sol, sem me queimar..." (Entrevista com Alma Welt)

‎"Quando guria eu já tinha tanta avidez pela vida, que já não tolerava perder tempo. Mas perder tempo, para mim, era esperar ou estar numa situação de não poder fruir ou sentir algum prazer. Assim, quando punida por minha mãe por alguma travessura, encerrada por meia hora num grande armário, no escuro eu tentava escrever um poema, mesmo sem enxergar..." (Entrevista com Alma Welt)

"Criada por meu pai, um erudito, cresci praticamente dentro de uma grande biblioteca clássica em cinco idiomas. Assim persuadi-me muito cedo de que escrever e ler bem eram as coisas mais importantes da vida. Ainda hoje não conseguem me provar o contrário. Tanto mais que, herdeira do idealismo alemão, herança de meu pai, acredito que "o que deveria ser" é a verdadeira face do mundo..." ( entrevista com Alma Welt)

‎"A vida moderna em grandes cidade cercadas ou baseadas em avançada tecnologia, nos ilude ou nos afasta da essência da vida. Mas ela está em nós como sempre, primitiva, arcaica, primordial... presente em sua forma crua em sonhos noturnos recalcados ao despertarmos, a ponto de não nos recordarmos deles. E eis que a vida essencial aflora numa paixão ou na nossa violência latente, numa briga de trânsito..." (Alma Welt)

“Quando eu era guria, aos nove anos, minha mãe, a “Açoriana”, descobriu um poema que eu havia escrito e tratou-o como um ato de rebeldia, de subversão, e destruiu-o. Ela, afinal, estava certa... Rebelde, isso firmou o timbre da minha poesia nesse diapasão e preservou-me da pieguice e da ternura fácil. A poesia seria sempre para mim um ato de rebelião contra o comezinho e o banal.” ( De uma entrevista com Alma Welt)


‎"Consta que Deus puniu a razão recém-adquirida pelo homem como perda da inocência primordial. Transformou nossa razão no nosso próprio castigo. Isso explica tudo. É por isso que a nossa racionalidade não nos serve de consolo e, pelo contrário, é a causa de nossas desgraças. Fora da razão, isto é, na inocência de alguns raros momentos, encontramos uma felicidade passageira, que chamamos de ilusão." ( Alma Welt)

"A meu ver, o verdadeiro pintor é aquele que faz do ato de pintar uma arte, coisa difícil de se conseguir nessa atividade tão desgastada por milhões de borra-botas. Quero dizer com isso que pintar é uma arte somente quando exercida por um artista. Assim como a música, a arquitetura, a literatura, etc. Quando não há arte essas atividades são detestáveis." ( Alma Welt)

‎"Para o poeta o Tempo é um aliado. Não me refiro à consagração póstuma, ou um reconhecimento na velhice. Nem sequer ao tempo de maturação ou experiência. Mas ao Tempo como pano de fundo ou a própria matéria da Poesia". (Alma Welt

‎"Apesar do primeiro mandamento, é impressionante como Deus faz vista grossa quando amamos alguém mais do que a Ele mesmo..." (Alma Welt)

‎"O amor é um sentimento tão perfeito, tão integro que dispensa explicações, justificativas, e tudo simplifica. Quando ocorrem problemas, conflitos e mal entendidos é porque era paixão, uma prima atormentada do amor..." (Alma Welt)


‎"Quando criança, andando com meu pai, vi, pela primeira vez uma mendiga. Fiquei tão impressionada, que temerosa perguntei se eu ia ficar assim quando crescesse. Meu pai sorriu e respondeu: Não te preocupes, filha, as pessoas só ficam assim quando deixam de amar ou de ser amadas. Tu nunca vais correr esse risco..." (Alma Welt)


‎‎"Acho que os americanos deviam parar de dar tiros em quase todos os seus filmes. Não é porque o público gosta que isso não é idiota, repetitivo e medíocre. E infantil no mau sentido da palavra. O cinema americano atual devia ter mais respeito com sua própria Era de Ouro e com seus clássicos. E deixar de subestimar a inteligência dos espectadores... ( Alma Welt)


‎"Picasso disse que "a gente demora muito tempo para se tornar jovem". Entendo isso no sentido artístico: readquirir o olhar infantil revelador da essência do mundo, das coisas. Porém permanecermos infantis na área afetiva é a causa dos nossos desastres, de nossas carências. A conjunção de uma mente desenvolvida com uma emotividade infantil é a fórmula da neurose. (Alma Welt).


‎"Exilados do Paraíso, e jogados contra a Natureza, agora não mais nosso habitat natural, mas transformada em nossa punição, o orgulho do homem por contaminação do de Lucifer fez-nos rebelarmo-nos e contratacarmos a Natureza, com o propósito semi-consciente de vencer a punição que nos coube. Eis aí o fundamental enredo a Grande Novela da Humanidade. O resto são adendos, figurações e merchandises... ( Alma Welt)


‎"Dizem que o amor é cego... mas isso é uma calúnia. Sua prima, a paixão é que é. O amor é caolho. Quer dizer, enxerga, sim, os defeitos do amado, mas faz vista grossa, é indulgente... Aliás, se debruça sobre os menos aquinhoados. É por isso que humanidade continua crescendo..." (Alma Welt)

‎"Deus é uma idéia essencialmente poética, já que pela ciência não conseguimos captá-lo. É uma questão de Fé, não de Poesia, dirão alguns... Mas nada mais poético que a Fé, quando não degenera em fanatismo. Entretanto, em tempos relativamente recentes a Ciência começou a reencontrar-se com a Poesia, reconciliando-se com uma vaga idéia de Deus. Saberemos um dia quem ou o quê é Ele?" (Alma Welt)

"As infinitas variáveis de sensibilidade, tempo, circunstância, timbre, meio, cultura e grau de inteligência, etc, fazem com que os mundos das pessoas sejam tão inúmeráveis quantos as estrelas do universo. Isso torna o ser humano tão misterioso e difícil de captar em sua totalidade genérica, que não ficamos atrás de outros enígmas, como os buracos negros." (Alma Welt)


‎"O que faz com que a sociedade segregue os loucos, a par das óbvias inconveniências e incômodos, é, num plano mais profundo e inconsciente, o fato de que a loucura coloca em xeque nossa razão e mesmo a desvaloriza. A fragilidade de nossas estruturas racionais, na qual a sociedade toda se fundamenta, se torna subitamente evidente..." ( Alma Welt)

Apesar da destruição da natureza, dos horrores da guerra, da violência e da degradação pelas drogas, por incrível que pareça ainda não podemos dizer que o homem e a civilização não deram certo. A prova é a subsistência das artes e da cultura, e o fato de que as pessoas ainda acreditam na "conquista da felicidade". Isso não seria possível se tudo estivesse perdido. O Homem ainda é uma obra em processo..." (Alma Welt)

‎"Quando um escritor cria um personagem marcante e lhe dá vida e personalidade, produz um ser que existe no plano espiritual. Freqüentemente vira uma egrégora, isto é, um ente com vida própria que habita a mente de milhões de pessoas, e pode chegar a fazer parte do "inconsciente coletivo". Não há maior glória que essa para um artista, e mais ainda se o personagem ofusca a fama e brilho de seu criador". (Alma Welt)

"Uma pessoa sabe que a morte está próxima quando começa a ter saudades de tudo, o tempo todo. Uma saudade assim é uma corrida para trás, para ganhar tempo... uma ingenuidade, um pânico surdo da alma. Mas também um recurso eficiente, pois podemos repassar os bons momentos, numa edição revista e melhorada. O Tempo é um executor compassivo, daqueles que oferecem um cigarro ou uma última refeição..." (Alma Welt)


"A minha lembrança mais terrível da infância, são os gritos de minha mãe ao flagrar-me em brincadeiras eróticas com meu irmãozinho sob a macieira do nosso pomar. Até hoje isso me volta como pesadelo em meu sono. Mas não quero me queixar, minha dor é a mesma de toda a Humanidade, com quem aconteceu a mesma coisa... " (trecho de uma entrevista com Alma Welt)


Eu definiria o amor como o correto tônus das almas saudáveis. Sim, porque infelizmente há almas de tônus fraco e sem brilho. Essas logo perdem o corpo em que vieram. Quanto às almas escuras e torpes, sem o amor como base de sua composição, essas infelizmente estão entre nós, infernizando a Terra. Deus nos livre de topar com elas..." (Alma Welt)

"O amor é a única coisa que justifica o homem sobre a terra... Quando um homem segue vivendo sem essa justificativa, torna-se lamentável ou repulsivo. Na verdade é uma condição mais rara do que parece, pois até os bandidos agarram-se a um amor qualquer, nem que seja a um rato em sua cela. Creio que a vida sem amor é mesmo impossível, pois é a morte em vida..." (Alma Welt)


‎"Existe um grande auto-engano e não um simples paradoxo nos tolos que costumam dizer: "Meu mal é que sou muito bom... Tenho o coração mole, eu perdoo tudo". Reparem, são sempre esses que morrem de câncer causado por ressentimentos acumulados. Os verdadeiramente bons, até os confundimos com os ingênuos, pois têm memória curta para as ofensas, que mal percebem." (Alma Welt)



O amor não é parente do desejo. Pertence a outra tribo, mais próxima do desprendimento..." (Alma Welt)


‎"Creio que quando formos capazes de entender o complexo mecanismo da saudade, poderemos viajar ao passado, mas também ao futuro, para onde a maior parte de nossa nostalgia nos dirige. Isso se dará quando compreendermos que o Tempo é uma função de nossa alma, e não existe fora dela..." (Alma Welt)


‎"O mistério está em toda parte. Dentro e fora de nós. Na nossa natureza, no nosso corpo e na nossa alma. Vivemos tão às cegas hoje em dia quanto vivíamos na antiguidade remota de nossa História e mesmo de nossa pré-história. Só que mais arrogantes..." (Alma Welt)


‎"Condenados, Deus deixou-nos viver mas com a condição de termos que conviver com o mal em nós. Essa foi a punição, a perda do paraíso. Por isso nunca vencemos o mal na Terra, mesmo combatendo-o. O mal não é um alien, não vem de fora, emana de nós mesmos. Como os bandidos e os políticos." (Alma Welt)


"Crescer é muito doloroso, mormente na passagem da infância para a adolescência e desta para a vida adulta. Entretanto, o mistério é que na verdade não crescemos, permanecemos infantis no coração. Portanto, na vida tudo são paradoxos. Uma coisa é uma coisa e seu contrário. Por isso nunca eliminamos o mal, que é o contrário simultâneo do bem. Quem ainda acredita que temos os pés firmes na terra? (Alma Welt)

‎"A felicidade é um sentimento fugaz como um segundo na vida das efeméridas, aquele pequeno inseto cuja vida inteira dura um só vôo nupcial, e acaba... Mas, que êxtase, que perfeição foi nos dado conhecer! Querem mais, ó insaciáveis?! " (Alma Welt)


‎"O problema é que a Humanidade foi criada com o desejo da Felicidade, mas não com o talento para ela..." (Alma Welt)




"O instinto de procriação é o mais poderoso da Natureza. Entretanto o ser humano consegue reprimir impulsos naturais e a taxa de natalidade está caindo de maneira irreversível no Ocidente. Os povos que não o reprimem, certamente por razões ideológicas, herdarão a Terra. Mas não precisamos nos preocupar: eles herdarão também nosso hedonismo, nossa busca do prazer... (Alma Welt)



"A morte é um mistério, mas não uma experiência, na qual a lição e mesmo fruição é sempre posterior. Nada aprendemos com a morte, e por isso a tememos. Ela permanece como a suprema opressão ao ser humano. Ou simplesmente ao Ser..." (Alma Welt)



"O sexo move o mundo. Nenhuma nova teoria conseguiu desmentir esse verdadeiro axioma freudiano. Assim também o pensamento erotisado é o mais eficaz. Certamente na poesia esse fato é evidente. E reparem: na vida como na arte, o Thanatos, nosso impulso de morte, não logra ser uma antítese ao Eros, nosso impulso de Vida e de prazer. Freqüentemente se confundem. Vide o filme japonês O Império dos Sentidos. ( Alma Welt)


"Estamos numa encruzilhada da História. Convivem em nossa época o melhor e o pior de todas épocas da humanidade. O acesso à informação e comunicação, ideais democráticos, libertários e avançada tecnologia convivem com a barbárie de costumes, ignorância das massas sob opressão e exploração de tempos recuados, talvez pré-históricos. Eis a babel de todas as línguas. ( Alma Welt)


"É preciso que os historiadores escrevam a História Geral da Mulher, com coragem e sem dourar a pílula. Veremos uma história de horrores, preconceitos, opressão, dominação, sujeição, ignorância, aprisionamento, maus tratos, massacres e torturas inomináveis. E tudo devido a um único fator: a força física superior dos homens e como conseqüência seu autoritarismo decorrente disso.”. (Alma Welt)


"Creio que quando formos capazes de entender o complexo mecanismo da saudade, poderemos viajar ao passado, mas também ao futuro, para onde a maior parte de nossa nostalgia nos dirige. Isso se dará quando comprendermos que o Tempo é uma função de nossa alma, e não existe fora dela..." (Alma Welt)


‎"O Desejo é o que move o mundo, todos sabemos disso. Entretanto o desejo tem uma natureza anárquica e secreta, e portanto não se pode cogitar numa educação do desejo. Me admira que seja possível, pois, a vida em sociedade... Aliás, não é possível. O que vemos é um caos comprimido por milhões de leis que criamos, na tentativa inútil dfe cercear desejos inconvenientes ao coletivo.” ( Alma Welt)


"Condenados, Deus deixou-nos viver mas com a condição de termos que conviver com o mal em nós. Essa foi a punição, a perda do paraíso. Por isso nunca vencemos o mal na Terra, mesmo combatendo-o. O mal não é um alien, não vem de fora, emana de nós mesmos. Como os bandidos e os políticos." (Alma Welt)



"Se a nossa passagem aqui na Terra fosse obrigatoriamente um Vale de Lágrimas, não teríamos chance de alcançar a Felicidade e estaríamos no sopé de uma montanha inatingível. Bem... o ser humano tem a vocação da escalada..." (Alma Welt)


‎"A morte é um mistério, mas não uma experiência, na qual a lição e mesmo fruição é sempre posterior. Nada aprendemos com a morte, e por isso a tememos. Ela permanece como a suprema opressão ao ser humano. Ou simplesmente ao Ser..." (Alma Welt)

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