Sempre me perguntei a razão da obsessão dos norte-americanos com a figura do pistoleiro, ou da pessoa, homem ou mulher, com uma pistola, fuzil ou metralhadora apontando para todos os lados ou simplesmente atirando compulsivamente. É de uma vulgaridade alarmante! É estranho como eles não conseguem dispensar essas cenas e as colocam pelo menos uma vez até em seus raros filmes que não precisariam ter uma cena sequer de violência. É absolutamente idiota e repetitivo. E eu diria de efeito maligno e deletério comprovado. A estupidez humana não tem fim...
Uma vez, em Londres, aproveitando a presença de um americano de meia idade, namorado de uma amiga brasileira, perguntei a ele, porque eles valorizavam tanto a figura do inspetor de polícia ou do simples policial, a ponto de 95% de seus filmes girarem em torno dessa figura de funcionário público a que nós latinos não dávamos nenhum valor (até recentemente). A despeito do tom de candura com que tentei revestir meu questionamento e minha voz, a pergunta soou irônica e o rapaz se pôs na defensiva, se sentindo estranhamente ofendido. Argumentou, indignado, que se tratava da “luta entre o bem e o mal”, tema fundamental da condição humana. Mas não me convenceu. Creio que há maneiras mais sutis e mais profundas de abordar essa polaridade, dicotomia, ou mesmo escatologia inerente à humanidade. Já está na hora do cinema tratar os expectadores como adultos, que deveríamos ser...
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