Este espaço é reservado aos pensamentos enunciados pela grande poetisa gaúcha Alma Welt (1972-2007) de maneira direta, em prosa, conquanto seu pensamento profundo e de cunho filosófico permeie toda a sua obra artística.
Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
"Na natureza selvagem a libido do macho é naturalmente agressiva e belicosa, e esse dado repercute na natureza masculina do homem em sociedade. A própria guerra deriva indiretamente da libido primal do homem. Por essa razão existem sociólogos que acreditam que a guerra não pode ser superada e não desaparecerá das sociedades humanas nem que se passem milênios. Enquanto existir impulso vital e portanto o instinto de procriação, com grandes concentrações de testosterona, consequentemente haverá também guerras. Fico muito triste com essa ideia, que infelizmente faz sentido..." (entrevista com Alma Welt)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
"A felicidade, que a todos faz pelo menos uma visita rápida na vida, reparem, nos vem sempre acompanhada de uma sensação de dever cumprido. Por que será? Creio que é porque, mais do que uma tarefa não terminada, um único sentimento inacabado, como o ressentimento, nos impediria de recebê-la... a ela, a nobre felicidade." (Alma Welt)
domingo, 4 de dezembro de 2016
"O outrora chamado "trato social" sempre consistiu em ocultarmos o patético fundamental de nossa existência individual. A sociabilidade, paradoxalmente, consiste em (de alguma forma) nos escondermos. O uso de máscaras e leques é tão difundido como princípio das relações sociais, que estas foram introjetadas e não as necessitamos mais no nosso Grande Baile dos Pavões..." ( Alma Welt)
sábado, 3 de dezembro de 2016
"Rimbaud afirmou na sua célebre "Lettre du Voyant", que o poeta é um vidente. Creio, entretanto, não ter sugerido ser um simples profeta de um futuro mais distante, mas sim instantâneo ou do momento seguinte, sempre, da própria alma que o aborda, isto é, do leitor. Uma clarividência induzida a nós num instante inefável, que esclarece para si mesma, numa fração de segundo, a própria alma de quem o lê... " (Alma Welt).
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
"Creio que o que torna a nossa vida mais complexa, não são as atribulações e os percalços, mas o tédio, o enfado. A gente se enfastia, a gente se aborrece... O tédio grassa a bordo do navio e não percebemos, eis o perigo. Logo começam os desvarios, os delírios, por vezes a matança..." (entrevista com Alma Welt)
"O grande Rainer Maria Rilke aconselhava o jovem poeta a que evitasse escrever poemas de amor... Entendi que só devem ser escritos quando inevitáveis, aliás como toda a poesia. Em compensação, devemos colocar um amor difuso em tudo, até mesmo no nosso desencanto e ironia..." (entrevista com Alma Welt)
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