Retrato autorizado de Alma Welt

Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

"O povo humilde? Há muito tempo o povo não é mais humilde. Continua explorado, isso sim, mas também rebelado através de uma delinquência crescente e mortífera, cheia de ódio e razão." (entrevista com Alma Welt)
"A melhor herança que temos de Portugal é a nossa língua, maravilha sonora e poética quando bem falada e escrita. Sem dúvida uma das línguas mais adequadas para a prosa, para a poesia e para o canto. Ah! Isso não nos podem tirar. Cuidado!" (entrevista com Alma Welt)
"As leis não conseguem inibir a maldade inata dos seres humanos, ou seus impulsos mais primitivos. As leis têm um aparente êxito entre aqueles que já os controlavam espontaneamente. Na verdade podemos dizer que as leis somente servem para punição e nada para a prevenção." (Alma Welt)
"Ser feliz torna nosso ritmo mais lento, desacelera nossos batimentos. Os eufóricos estranham, não reconhecem mais a felicidade, sua serenidade os confunde, pensam no tédio... igualmente os infelizes rejeitam seu compasso, acostumados com um boogie woogie infernal. Só os felizes se ajeitam com felicidade..." ( Alma Welt)
"A escravidão, prática de sordidez institucionalizada, que no Brasil durou quase quatro séculos, moldou o caráter das elites mas também do povo brasileiro. Trata-se da maior tragédia do nosso país e o motivo principal dele até hoje não decolar." (Alma Welt)
"Vocês querem um fecho para esta entrevista? Então ouçam: A jornada de um ser humano sobre a terra, é invariavelmente uma jornada triste. Há momentos alegres, sem dúvida, e até humorísticos. Mas o tom geral é o grave e melancólico de uma marcha fúnebre, que será a nossa última caminhada. Então, vez por outra, cantemos e brindemos como se estivéssemos no banquete dos deuses do Walhalla ou do Olimpo. Nossa dignidade assim o quer!" (entrevista com Alma Welt)
"O Mundo é o Inferno da maioria e o paraíso de poucos. Mas sem tolerância até uma porta que bate com o vento pode nos dar vontade de matar..." (Alma Welt)
"A história de qualquer pessoa quando vista em retrospectiva biográfica é sempre muito triste e bela, principalmente se, por vezes, nos faz também rir, o que evidencia a natureza tragicômica da existência humana, o timbre patético de nossas vidas. Mas isso também é a nossa glória, dificilmente nos entregamos logo nesse mar adverso. Nosso impulso vital é sempre heroico. E o melhor herói é o que ri e dança no meio da tempestade..." (Alma Welt)