Este espaço é reservado aos pensamentos enunciados pela grande poetisa gaúcha Alma Welt (1972-2007) de maneira direta, em prosa, conquanto seu pensamento profundo e de cunho filosófico permeie toda a sua obra artística.
Retrato autorizado de Alma Welt
Retrato autorizado de Alma Welt- desenho de Guilherme de Faria, 2001
quarta-feira, 15 de abril de 2015
"Grande parte da humanidade, através dos tempos, vendeu sua alma ao Dinheiro. Como não acreditar, então, que o dinheiro é, em si mesmo, o Diabo? "Ah!" - dizem sempre alguns - "mas o dinheiro em si é bom, o homem é que o corrompe, desviando-o de sua finalidade de produzir bem-estar coletivo." Não se iludam, o Diabo nos condicionou a ele, justamente com essa promessa. A natureza perversa do dinheiro está bem clara, e é, em si mesma, o nosso exílio do Paraíso..." (Alma Welt)
"Não fui senão uma solitária árvore de frutos. Meus dias na Terra foram belos e fecundos pelo meu dom das Letras e da Poesia, mas sobretudo pelo cenário privilegiado em que cresci. Meu Pampa belo e amado! Entretanto percebia, além, um povo conturbado e muitas vezes infeliz, a quem, na impotência da minha imobilidade inata eu nada podia dar, a não ser os meus belos poemas para quem chegasse tão perto que os pudesse colher..." (Alma Welt)
"Um artista nunca deve pedir a opinião de outra pessoa, muito menos de outro artista. Nunca fazer a pergunta: "É bom isso que faço?" JAMAIS. Um artista é aquele que tem absoluta confiança no seu taco, às raias da prepotência. Isso é o que distingue o verdadeiro artista. Eu nunca em toda a minha vida perguntei a ninguém se era bom o que eu fazia, nem quando era guria. Porque Artista é sinônimo de segurança absoluta. Senão, como poderia exibir e impor a sua arte?" (Alma Welt)
"O meu descobridor, o Guilherme de Faria, me chamou de Musa... Docemente constrangida meditei sobre o sentido pleno dessa palavra. Aceitei-a afinal, pois reconheço que vivi a vida numa permanente dimensão poética, o que, acredito, não me alienou das realidades da vida. Apenas evitei o sórdido e o mesquinho, que, pra mim, não fazem parte do real, mas dos defeitos da realidade." (entrevista com Alma Welt
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